Dia 25, às 20:00 na Televisão-Música
2010 é ano para a MTV deixar de ser conotada com as precitas futilidades da juventude. Quem é que quer saber da actualização de um blógue?
2010 é ano para a MTV deixar de ser conotada com as precitas futilidades da juventude. Quem é que quer saber da actualização de um blógue?
Publicada por
Samuel Úria
às
22:26
Samuel sobre os abismos
Se António fundia Braga e Nova Iorque, Samuel atravessa Dylan e Paião, Vitorino e Waits. Se Variações soube pôr mundo no Minho, Úria põe este mundo no outro, e o outro neste, e tudo em breves canções orelhudas. Mas, por favor, nada de mal-entendidos. Este artista é de sínteses, não é sintético. Isto é música muito humana, de carne e osso, verdadeira e impura, cordas, respirações, arranhões, falsetes. Um cantautor a sério a brincar com o seu tesouro. O quê, nomes, História? Bem, vamos a isso: Zeca Afonso, António Variações, Sérgio Godinho e – Samuel Úria. Sim, isso mesmo. E não, não é nenhum “por exemplo”.
Esta música não tem medo de atacar o clichê mesmo no meiinho, naquele ponto onde ele é mais sensível. Vira-o, desvira-o, reinventa-o de tal maneira que, quando damos por nós, estamos a olhar-nos ao espelho destes monumentos disfarçados de coisa respigada. Para os alternativos, fica o aviso: não se assustem com o aparato de produção, não há aqui nenhum “compromisso”, nenhuma “cedência”. Pelo contrário, este “Nem Lhe Tocava” (que título do caraças, meu) é objecto perigoso, perigosíssimo. E, para os convencionais, só um recado: ouçam sem preconceitos, sem pressas, com a calma possível, no meio do mundo, e depois vejam que tal. Em verdade vos digo, Samuel Úria é tão bom que devia ser proibido. Ele compõe, escreve, toca, canta, teatra, arranja, dispara mais rápido que qualquer sombra, faz tanto e tudo bem. Mais que bem, brilhantemente, incrivelmente, genialmente, despretensiosamente. Mas, pois, não me puxem pelo advérbio.
Podia falar de “Não arrastes o meu caixão” – quando primeiro a ouvi, arrisquei que era um fado-spaghetti, agora não sei se não será mais um western-sarrabulho – ou de “Rua da Fonte Nova, 171” – um ar-de-blues ao mesmo tempo comovente e contido – ou de “Teimoso” – sucesso pop em falsete fabuloso que põe Beck e PREC na mesma faixa –, mas, num disco destes, é demasiado difícil escolher só uma canção, só duas, só três. À volta de “Nem lhe tocava” devia haver uma fita vermelha com o aviso: aqui há mesmo 12 canções.
Não, para falar desta grandeza, temos de nos socorrer dos clássicos, não há hipótese. Samuel Úria diz-se “músico ligeiro”, mas o facto é que estas canções conseguem, e citemos Drummond, “erguer-se em arco sobre os abismos”.
Publicada por
Samuel Úria
às
03:47
Desde 1987 que as terças não eram o meu dia útil preferido. Agora são folga, na altura eram isto:
Nota: este post assinala, com extremo repúdio, a situação de um amigo que fez um corte-de-cabelo tipo Makepeace e não foi homenzinho para aguentá-lo mais que um par de dias.
Publicada por
Samuel Úria
às
16:38
Era um post tão curto, tão curto, que até o Twitter teve que pôr os óculos de ler.
Publicada por
Samuel Úria
às
21:38
Não esqueçamos ainda a morte de Claude Lévi-Strauss. Procuro as minhas 501 pretas para o devido luto.
Publicada por
Samuel Úria
às
18:07
O António Sérgio, o José Manuel Fernandes e a Dalila Rodrigues, todos à sua maneira, foram-se.
Publicada por
Samuel Úria
às
14:42
Ando a ler o Calvino e o Calvino diz que o sentido da vida é muito simples e eu acredito no que leio do Calvino. Ainda assim há alturas que desafiam a simplicidade votada à explicação disto tudo. E embora não duvide do Calvino, como ignorar a complexidade de uma mesma semana em que tanto fiz rir a Maria de Jesus Barroso como fui deambular, sem querer, ao centro da Bobadela?
Publicada por
Samuel Úria
às
16:19
Wake up and smell the coffin.
Publicada por
Samuel Úria
às
14:22
Apareçam que eu duro para sempre, mas o John Vanderslice não.
Publicada por
Samuel Úria
às
17:07

A.D.I.D.A.S. = All Day I Dream About Sex Sashimi
...ou como Samuel Úria se viu obrigado a tolerar a abominável crueza do sexo no cinema japonês, considerando a maravilhosa crueza do sushi na cozinha japonesa.
Publicada por
Samuel Úria
às
02:06
Alguém sabe em que filme contracenam o Christopher Walken de sempre (Christopher Walken) e o Christopher Walken do novo milénio (Michael Shannon)?

Cliquem aqui para a resposta.
Publicada por
Samuel Úria
às
17:35
Senhor Comentador, tu vens logo a seguir.
Publicada por
Samuel Úria
às
22:40
Há um colega que me pergunta o nome todas as vezes que me vê. Fá-lo com um aperto de mão simultâneo. É uma combinação matinal como bica e pastel de nata. Gosto deste colega. De uma maneira geral gosto de pessoas que preferem conhecer-me a reconhecer-me.
Publicada por
Samuel Úria
às
14:31
Há um colega que me pergunta o nome todas as vezes que me vê. Quando lho digo ele confessa que se vai esquecer. E cumpre-o. Gosto deste colega. De uma maneira geral gosto de pessoas que cumprem as promessas de esquecimento.
Publicada por
Samuel Úria
às
14:28
Já tinha publicado o post anterior quando me lembrei deste, escrito durante as olimpíadas de Pequim. Pelos vistos o ano III é mais do mesmo.
Publicada por
Samuel Úria
às
20:49
Texas Hold'em é a pior variedade de poker, com excepção de todas as outras.
Publicada por
Samuel Úria
às
20:44
Estou de saída para um casamento em Coimbra. Amanhã, eu e o Doutor Jónatas Machado vamos ficar praticamente cunhados. Aviso já a corja evolucionista que sou bom à porrada.
Publicada por
Samuel Úria
às
18:50

Samuel Úria - "A Morte de Bernardino Soares" - Janeiro de 2006, photoshop sobre lápis. Traço pre-rafaelita, conceito pre-manuelpínhico.
Publicada por
Samuel Úria
às
08:57
...mas diabos me levem se este não é um dos melhores videos de sempre.
Publicada por
Samuel Úria
às
16:45
Estar refém de um estilo desenxabido e ainda assim gostar dessa natureza que me traz cativo, ao ponto de manter um blogue. Não levem a mal o "Ainda Não Está Escuro", é só síndrome de Estocolmo.
Publicada por
Samuel Úria
às
13:18
It's my crying and I'll party if I want to.
E um beijo à bebé Bomba.
Publicada por
Samuel Úria
às
00:01
O meu moonwalk ainda é sofrível. A minha meia branca com sapato preto já é impecável.
Publicada por
Samuel Úria
às
11:31

Praia e pinhal. Trucker hat e Wayfarer gitanos. Camisa havaiana do avesso e calhamaço do Paul Johnson. Aos teóricos do Verão digo, não só que me junto a eles, como me candidato à presidência.
Publicada por
Samuel Úria
às
00:03
Setembro é o mês em que me torno, por obrigação, mais sociável, por consequência mais sociólogo. Pequenos convívios poem-me a par de que a Gripe A está para 2009 como a ASAE esteve para 2007. O manancial anedótico das duas fica estranhamente ligado quando, há um par de anos, a primeira era alegorizada como doença qualquer e a segunda, agora, como autoridade reguladora de determinadas coisas.
Publicada por
Samuel Úria
às
05:24